LabDebug

Mulher e tecnologia. Teorias e práticas na cultura digital

Tag: cibercultura

Conceito de Cultura Digital

O conceito de cultura digital não está consolidado. Aproxima-se de outros como sociedade da informação, cibercultura, revolução digital, era digital. Cada um deles, utilizado por determinados autores, pensadores e ativistas, demarca esta época, quando as relações humanas são fortemente mediadas por tecnologias e comunicações digitais.

A Wikipedia não registra a expressão nos idiomas inglês e espanhol. Em português, há um verbete que demarca o surgimento da cultura digital no pós-guerra, quando tem início o processo de digitalização, materializado no ambiente de processamento de dados que passa a ser dominado por grandes máquinas de computar.

O sociólogo espanhol Manuel Castells, em dossiê publicado pela revista Telos, mantida pela Fundación Telefónica, define a cultura digital em seis tópicos:

1. Habilidade para comunicar ou mesclar qualquer produto baseado em uma linguagem comum digital;

2. Habilidade para comunicar desde o local até o global em tempo real e, vice-versa, para poder diluir o processo de interação;

3. Existência de múltiplas modalidades de comunicação;

4. Interconexão de todas as redes digitalizadas de bases de dados ou a realização do sonho do hipertexto de Nelson com o sistema de armazenamento e recuperação de dados, batizado como Xanadú, em 1965;

5. Capacidade de reconfigurar todas as configurações criando um novo sentido nas diferentes camadas dos processo de comunicação;

6. Constituição gradual da mente coletiva pelo trabalho em rede, mediante um conjunto de cérebros sem limite algum. Neste ponto, me refiro às conexões entre cérebros em rede e a mente coletiva.

Fonte: http://culturadigital.br/o-programa/conceito-de-cultura-digital/

Concurso de fotos e vídeos sobre mulheres e TICs

Buenos días,

Remeto-lhe o convite para uma conferência de imprensa por ocasião da
apresentação da terceira edição do vídeo e fotografia: Femitic.

Temas: el uso de Internet como un espacio donde promover valores
igualitarios e inclusivos entre las y los jóvenes, y la participación de
las mujeres en el ámbito laboral.

Este año se otorgarán 4 premios: 2 de 3000€ y dos de 1000€

Espacio de la convocatoria: Coctelería Milano. Ronda Universitat, núm. 35.
Barcelona

Fecha y hora del acto: Jueves, 9 de junio, a las 18:30h.

Acceso: L1, L3 Catalunya

La Presentación oficial del Festival está programada el mismo día, a las
19h., en el mismo espacio.

Al acto asistirán la presidenta de Dones en Xarxa, Lourdes Muñoz, y la
gerente de la asociación, Carme Sánchez.

Este acto abre oficialmente la participación de las concursantes y el
inicio de presentación de los vídeos y fotos a concurso.

Se requiere confirmación de asistencia.

Saludos cordiales.

Más información:
Carme Sánchez
Tel. 676 106 767 / 648 903 977
email Femitic
Website Femitic

Fonte: http://www.donesenxarxa.cat/femitic?lang=ca

Oficina de edição de vídeo com software livre

O que: Oficina de edição de vídeo com KdenLive.

Quando: 4, 11 e 18 de junho.

Onde: LabDebug, sala 08 da Facom/UFBA (Campus de Ondina, perto do PAF III).

Carga horária: 10 horas e 30 minutos (3 encontros, entre as 14 e 17:30h).

Vagas: 17. Serão preenchidas por ordem de chegada ao local de inscrição.

Inscrição: presencialmente na secretaria do IHAC/UFBA (PAF III) com Rafael, de 27 de maio a 4 de junho, entre as 13h e 19h. (Necessário: nome, RG, email). Não se aceitam inscrições por e-mail.

Público: Alunas e Funcionárias da UFBA.

Pré-requisito: Noções básicas em informática; ter e-mail; navegação web.

Realização: Este curso é parte do projeto de pesquisa e extensão Mulher e Tecnologia. Teorias e Práticas na cultura digital, coordenado pelas professoras Karla Brunet (IHAC/PósCultura) e Graciela Natansohn (Facom/PósCom), com apoio da Fapesb e CNPQ.

Instrutora: Silvana Rezende – Vídeo artista, atua principalmente nos seguintes temas: animação gráfica, videoclown, arte urbana e música urbana. (lattes)

III Veja Cultura – Cibercultura

Encontro para ver e debater cultura e comunicação, mostra de cases propõe proximidade entre público e realizadores. Entrada gratuita.

Em sua terceira edição, o VEJA CULTURA! abordará o tema CIBERCULTURA. Desde sua primeira edição, ocorrida em setembro de 2008, a Mostra de Produtos em Comunicação e Cultura, VEJA CULTURA! propõe aproximar o público universitário de profissionais que trabalham nas áreas abordadas pelo evento. Acontecerá no dia 23 de maio, segunda-feira às 14h, na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, no campus Ondina.

Realizada pela Produtora Júnior, empresa júnior de Comunicação da UFBA, administrada por estudantes de Produção Cultural e Jornalismo, a mostra tem a participação de palestrantes renomados no meio de cibercultura. Vicente Aguiar, gestor da CoLivre, empresa responsável pela rede social Noosfero, organizador e co-autor do livro Sofware Livre, Cultura Hacker e Ecossistema da Colaboração, apresentará um case sobre o tema “De usuários à provedores de serviços online: quais os desafios de gerenciar uma rede social própria?” e Silvana Rezende, videasta e participante do grupo de pesquisa EcoArte, coordenado pela professora Karla Brunet, sobre o processo de criação e realização da instalação interativa “Geografias do Mar # Ilhas”.

Universitários, professores, profissionais e curiosos da área vão poder assistir às apresentações das peças e em seguida dialogar com seus representantes  sobre como se deu o processo de concepção dos cases apresentados. Uma oportunidade privilegiada para os interessados por cibercultura.

Produtora Júnior - UFBA/ (71) 3283 6205
Email Produtora Júnior


V Simpósio Nacional ABCiber

V Simpósio Nacional da Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura (ABCiber)

Até o dia 30 de junho estão abertas as inscrições para o V Simpósio Nacional da Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura (ABCiber), uma promoção da ABCiber junto as instituições participantes Universidade do Estado de Santa Catarina, UDESC, e Universidade Federal de Santa Catarina, UFSC. O evento  será realizado nos dias 16, 17 e 18 de novembro, no Centro de Cultura e Eventos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Os trabalhos submetidos ao V Simpósio ABCiber – 2011 devem estar inseridos num dos seguintes 8 (oito) eixos temáticos (chamados Modalidades de Conferência, no Sistema Eletrônico de Administração de Conferências – SEAC):

1 ) Educação, Processos de Aprendizagem e Cognição
2 ) Jornalismo, Mídia livre e Arquiteturas da Informação
3 ) Processos e Estéticas em Arte Digital: Circuit bending, Instalações Interativas e Curadorias Distribuídas
4 ) Jogos, Redes Sociais, Mobilidade e Estruturas Comunicacionais Urbanas
5 ) Meio ambiente, Sustentabilidade e Economias Solidárias
6 ) Comunicação Corporativa e Práticas de Produção e Consumo Online
7 ) Articulações Políticas Governamentais e Não-governamentais no Ciberespaço
8 ) Arquivos: Taxionomias, Preservação e Direito Autoral

Os autores dos projetos poderão escolher entre cinco tipos de participação no V Simpósio ABCiber – 2011 (chamados de Tipos de Sessão, no SEAC):

(A) Artigo científico
(B) Mesa temática
(C) Oficina
(D) Performance
(E) Exposição

O cadastramento e a submissão dos trabalhos devem ser efetuados através do site do ABCiber.

Os interessados em participar devem ficar atentos ao prazo de inscrição (30 de junho), que não será prorrogado.

Redes sociais:

ABCiber2011 no Twitter

ABCiber2011 no Facebook

ABCiber2011 no Cultura Digital

Fontes:

http://www.simposio2011.abciber.org/

http://abciber.org/index1024.html

Artigos da COMPÓS 2011 disponíveis para download

Já estão publicados os artigos selecionados para o XX Encontro Anual da COMPÓS – Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, que acontece de 14 a 17 de junho de 2011 em Porto Alegre – RS.

O download pode ser feito no site da Compós, na seção ‘Biblioteca’. Conheça também o site do evento COMPÓS 2011.

Artigo publicado na Folha de São Paulo

No mundo da tecnologia, há uma brecha digital de gênero, raça e classe

Artigo publicado na Folha de São Paulo (16/03/2011)

GRACIELA NATANSOHN
KARLA BRUNET
ESPECIAL PARA A FOLHA

Recentemente, surgiram notícias de que as mulheres lideram no uso de redes sociais como Facebook, Twitter e Orkut. Um dado relevante, que mostra a familiaridade delas com o uso das redes sociais. Ao mesmo tempo, nos questionamos: onde estão as mulheres na liderança nesses serviços de internet?
Se pegarmos, por exemplo, os maiores êxitos da internet dos últimos anos -Google, Facebook e Twitter, por exemplo-, notamos que todos foram criados por homens. Ainda assim, elas representam a maioria dos usuários desses serviços.
Outra constatação similar surge quando comparamos a quantidade de mulheres e homens em cursos e congressos de computação, informática e software. A grande maioria de participantes apresentando trabalhos teóricos e práticos são homens. Onde estão as mulheres?
Nesse cenário, elas não partilham de igual a igual com eles no acesso à cultura digital. Mesmo um olhar leigo perceberá que a relação entre mulheres e internet não é muito diferente da entre mulheres e mídias tradicionais: a imagem delas é superexplorada para a pornografia e, na maioria das vezes, com viés preconceituoso.
Do outro lado, portais dirigidos à mulher repetem estereótipos sexistas tradicionais, que remetem a mulher ao lar, às compras, à beleza, à saúde e ao consumo.
Há uma brecha digital de gênero, raça e classe: ser mulher e ser negra é estar entre as mais pobres dentre as pobres. O acesso ao computador é afetado pela pouca inserção feminina em postos de decisão técnica, no desenvolvimento de tecnologias úteis para elas e na produção de conteúdo.
O Brasil tem grande quantidade de mulheres interessadas no tema, que trabalham e sabem muito de tecnologia, mas elas não estão nas mais altas instâncias de poder: na Anatel, no Comitê Gestor de Internet e no Ministério das Comunicações.
Há temas mais prioritários na agenda das mulheres, dizem uns: perante a violência, o assédio moral e sexual, os problemas de saúde e moradia, a tecnologia é menor.
Nada mais falso: a internet é uma excelente ferramenta para que elas possam se defender e se informar.
O desafio é fazer das mulheres sujeitos da comunicação em redes, e não meras usuárias. Devem ser agentes ativas nos processos de desenho, aplicação, recepção e avaliação de projetos em rede. E fazer da tecnologia, a sua aliada.
No bojo da luta pela democratização da comunicação, é preciso -e urgente- que as usuárias de internet percebam as tecnologias da informação e comunicação com um olhar estratégico, como ferramentas de criação, expressão, produção e fortalecimento individual e das organizações de mulheres.

GRACIELA NATANSOHN e KARLA BRUNET
estudam cibercultura e feminismo na Universidade Federal da Bahia

PosCom/UFBA – disciplinas 2011.1 e seleção de aluno especial

O PosCom/ UFBA - Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas está com inscrições abertas para a seleção de alunos especiais para o semestre de 2011.1 até o dia 14 de janeiro.

Os candidatos devem prestar atenção aos requisitos e documentações exigidas no Edital e notar que a inscrição deve ser feita via Sedex. No edital, também estão especificadas as  disciplinas ofertadas e as quantidades de vagas.