Dia mundial da liberdade de imprensa
¡Dominemos la tecnología! para defender nosso direito a comunicação.
¡Dominemos la tecnología! é uma campanha que visa contribuir para a eliminação da violência contra as mulheres. Cada proposta de ação diária explora um aspecto da violência contra as mulheres e a sua interligação com os direitos de comunicação. Toda ação tem uma visão estratégica e uma abordagem criativa para diferentes plataformas de mídia online e offline.
El 3 de mayo únete a ¡La comunicación es tu derecho! (Communication Is Your Right!) y ¡Dominemos la tecnología! en un día de acción global para defender nuestros derechos a acceder, usar, participar y compartir información y opiniones libremente, para convertirnos en nuestros propios medios de comunicación a través de las tecnologías de la información y la comunicación (TIC).
Las voces de las mujeres, su representación en los espacios mediáticos y las oportunidades de ganarse la vida creando medios de comunicación son continuamente dejadas de lado. Las mujeres y las niñas enfrentan barreras específicas a la hora de utilizar las TIC para la comunicación. Estas van desde la disparidad en el acceso a la tecnología y los cargos de decisión, hasta la violencia hacia las mujeres relacionada con la tecnología como el acoso cibernético, el monitoreo en línea y los robos de identidad que crean un entorno en línea hostil y violento para las mujeres y las niñas.
Te alentamos a difundir el evento a través de tus redesi, familia y amigas/os para se animen a participar en las siguientes acciones a desarrollarse el Día mundial de la libertad de prensa el próximo 3 de mayo.
Ciberespacio Y mujeres, una tierra en transe
Ciberespacio Y mujeres, una tierra en transe¹
Dra. Leonor Graciela Natansohn²
Dra. Karla Brunet Schuch³
Resumen
Este artículo argumenta sobre la necesidad de desarrollar un trabajo de investigación y de intervención específico sobre la relación de las mujeres con las tecnologías de la comunicación e información, discutiendo las peculiaridades del desarrollo tecnológico cuando se trata de la reproducción de las desigualdades de género, y los debates sobre la tecnología en el seno del feminismo, mostrando el potencial de una capacitación específica para mujeres, sus características y también sus problemas.
Palabras-clave: feminismo, cultura digital, mujeres.
Resumo
Este artigo argumenta sobre a necessidade de desenvolver um trabalho de pesquisa intervenção específico sobre a relação das mulheres con as tecnologias da comunicação e informação, discutindo as peculiaridades do desenvolvimento tecnológico quando se trata da reprodução das desigualdades de gênero, e os debates sobre a tecnologia no feminismo, mostrando o potencial de uma capacitación específica para mulheres, suas características e também seus problemas.
Palavras-chave: feminismo, cultura digital, mulheres.
Abstract
This article argues about the need to develop a research and specific intervention on women’s relationship with communication and information technologies; discuss the peculiarities of technological development when it deals with the reproduction of gender inequalities and Technological discussions within feminism, showing the potential of specific training for women, their characteristics and their problems.
Key-words: feminism, digital culture, women.
Publicado em Revista Latinoamericana de Ciencias de la Comunicación, ano VI, n.11, p. 170-181, 2009.
²Periodista (UNLP, Argentina) y Doctora en Comunicación (Universidad Federal da Bahia/UFBA), profesora adjunta en la Facultad de Comunicación de la UFBA, profesora del Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas (UFBA). e-mail: graciela71@gmail.com, telefono 55 71 8623 0697. Dirección: Rua do Paço 68 Salvador, CEP 40.301-390.
³Doctora en Comunicación Audiovisual (Universitat Pompeu Fabra, España), es Profesora Adjunta de la Universidade Federal da Bahia, Brasil (UFBA), trabaja en el área de arte, fotografía y cibercultura en el Instituto de Humanidades, Artes e Ciências. Teléfono: 005571 3240-0720. E-mail: karla@karlabrunet.com Domicílio profesional: Rua Barão de Jeremoabo, s/n – Campus Universitário de Ondina Ondina 40170-115 – Salvador, Brasil.
Leia mais…Graciela_Y_Karla
Artigo publicado na Folha de São Paulo
No mundo da tecnologia, há uma brecha digital de gênero, raça e classe
Artigo publicado na Folha de São Paulo (16/03/2011)
GRACIELA NATANSOHN
KARLA BRUNET
ESPECIAL PARA A FOLHA
Recentemente, surgiram notícias de que as mulheres lideram no uso de redes sociais como Facebook, Twitter e Orkut. Um dado relevante, que mostra a familiaridade delas com o uso das redes sociais. Ao mesmo tempo, nos questionamos: onde estão as mulheres na liderança nesses serviços de internet?
Se pegarmos, por exemplo, os maiores êxitos da internet dos últimos anos -Google, Facebook e Twitter, por exemplo-, notamos que todos foram criados por homens. Ainda assim, elas representam a maioria dos usuários desses serviços.
Outra constatação similar surge quando comparamos a quantidade de mulheres e homens em cursos e congressos de computação, informática e software. A grande maioria de participantes apresentando trabalhos teóricos e práticos são homens. Onde estão as mulheres?
Nesse cenário, elas não partilham de igual a igual com eles no acesso à cultura digital. Mesmo um olhar leigo perceberá que a relação entre mulheres e internet não é muito diferente da entre mulheres e mídias tradicionais: a imagem delas é superexplorada para a pornografia e, na maioria das vezes, com viés preconceituoso.
Do outro lado, portais dirigidos à mulher repetem estereótipos sexistas tradicionais, que remetem a mulher ao lar, às compras, à beleza, à saúde e ao consumo.
Há uma brecha digital de gênero, raça e classe: ser mulher e ser negra é estar entre as mais pobres dentre as pobres. O acesso ao computador é afetado pela pouca inserção feminina em postos de decisão técnica, no desenvolvimento de tecnologias úteis para elas e na produção de conteúdo.
O Brasil tem grande quantidade de mulheres interessadas no tema, que trabalham e sabem muito de tecnologia, mas elas não estão nas mais altas instâncias de poder: na Anatel, no Comitê Gestor de Internet e no Ministério das Comunicações.
Há temas mais prioritários na agenda das mulheres, dizem uns: perante a violência, o assédio moral e sexual, os problemas de saúde e moradia, a tecnologia é menor.
Nada mais falso: a internet é uma excelente ferramenta para que elas possam se defender e se informar.
O desafio é fazer das mulheres sujeitos da comunicação em redes, e não meras usuárias. Devem ser agentes ativas nos processos de desenho, aplicação, recepção e avaliação de projetos em rede. E fazer da tecnologia, a sua aliada.
No bojo da luta pela democratização da comunicação, é preciso -e urgente- que as usuárias de internet percebam as tecnologias da informação e comunicação com um olhar estratégico, como ferramentas de criação, expressão, produção e fortalecimento individual e das organizações de mulheres.
GRACIELA NATANSOHN e KARLA BRUNET
estudam cibercultura e feminismo na Universidade Federal da Bahia
Karla Brunet no Abciber
Nesta semana Karla Brunet apresentou o artigo Ciberfeminismo, LabDebug e práticas artísticas (Karla Brunet e Leonor Graciela Natansohn) no no IV Simpósio Nacional da ABCiber.
Resumo da pesquisa
Resumo da pesquisa Mulher e tecnologia: teorias e práticas na cultura digital
Nosso problema de pesquisa é a apropriação da cultura digital por parte das mulheres, isto é, nos interessa localizar, conhecer e mapear empreendimentos que, no ambiente digital, desenvolvem diversas iniciativas ao redor da questão da cultura digital, da inclusão e da cidadania, para compreender como as mulheres lidam com as questões tecnológicas. Partimos da hipóteses de que as entidades que trabalham pela cultura e inclusão digital não têm tomado as questões de gênero como pivô das suas ações. Todavia, se no universo do software livre e cultura digital não parece haver sensibilidade para as questões feministas, o campo do feminismo tampouco parece haver atentado suficientemente para as questões da cultura digital. E as poucas iniciativas de mulheres para a cultura digital parecem não se identificar com o movimento feminista tradicional. Estas afirmações nos impulsionam, por uma parte, à exploração sistemática e teoricamente apoiada, do campo das iniciativas de inclusão digital, de luta pelo software livre e dos espaços de criação, experimentação e formação de mulheres em face às TICs. Por isso, o objetivo geral do projeto é produzir conhecimento sobre a inserção da mulher na cultura digital no Brasil, identificando um corpus teórico específico sobre ciberfeminismo, realizando uma reflexão sobre como interatuam as mulheres com as tecnologias da informação e comunicação (TIC ́s) e promovendo um conjunto de práticas para sua formação e capacitação em tecnologia digital.


