LabDebug

Mulher e tecnologia. Teorias e práticas na cultura digital

Tag: cultura digital

Karla Brunet apresenta o Labdebug no Medialab – Prado

O Midialab-Prado, programa da Câmara Municipal de Madrid com foco na disseminação da Cultura Digital e sua interseção com Arte, Ciência, Tecnologia e Sociedade, acaba de lançar uma programação de atividades voltadas para esta temática.

De 6 a 13 de junho, cursos e apresentações de projetos serão realizados. O objetivo é a disseminação de pesquisas e produções na área da Cultura Digital, permitindo a democratização da informação e participação dos usuários.

No próximo dia 13, a artista e pesquisadora Karla Brunet apresenta o projeto Labdebug, espaço de produção digital com Software Livre para o público feminino no contexto do grupo de pesquisa Mulheres e Tecnologia: teorias e práticas da cultura digital, coordenado por ela e pela professora Graciela Natansohn. “Nesta palestra, pretendemos discutir o processo de inclusão / exclusão da mulher no ambiente tecnológico”, diz Karla.

Para mais informações, acesse http://medialab-prado.es

Conceito de Cultura Digital

O conceito de cultura digital não está consolidado. Aproxima-se de outros como sociedade da informação, cibercultura, revolução digital, era digital. Cada um deles, utilizado por determinados autores, pensadores e ativistas, demarca esta época, quando as relações humanas são fortemente mediadas por tecnologias e comunicações digitais.

A Wikipedia não registra a expressão nos idiomas inglês e espanhol. Em português, há um verbete que demarca o surgimento da cultura digital no pós-guerra, quando tem início o processo de digitalização, materializado no ambiente de processamento de dados que passa a ser dominado por grandes máquinas de computar.

O sociólogo espanhol Manuel Castells, em dossiê publicado pela revista Telos, mantida pela Fundación Telefónica, define a cultura digital em seis tópicos:

1. Habilidade para comunicar ou mesclar qualquer produto baseado em uma linguagem comum digital;

2. Habilidade para comunicar desde o local até o global em tempo real e, vice-versa, para poder diluir o processo de interação;

3. Existência de múltiplas modalidades de comunicação;

4. Interconexão de todas as redes digitalizadas de bases de dados ou a realização do sonho do hipertexto de Nelson com o sistema de armazenamento e recuperação de dados, batizado como Xanadú, em 1965;

5. Capacidade de reconfigurar todas as configurações criando um novo sentido nas diferentes camadas dos processo de comunicação;

6. Constituição gradual da mente coletiva pelo trabalho em rede, mediante um conjunto de cérebros sem limite algum. Neste ponto, me refiro às conexões entre cérebros em rede e a mente coletiva.

Fonte: http://culturadigital.br/o-programa/conceito-de-cultura-digital/

Ciclo de conversas sobre arte

Computação e Eletrônica como Expressão Artística

Com Jarbas Jácome – Mestre em Ciência da Computação pelo Cin-UFPE e professor do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) da UFRB e Fernando Rabelo – Mestre em Arte e Tecnologia da Imagem na Escola de Belas Artes da UFMG e professor do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) da UFRB.

Nesta conversa, Jarbas Jácome e Fernando Rabelo apresentarão seus trabalhos, idéias, planos e expectativas para o ensino de técnicas da Ciência da Computação e Eletrônica (Computação Física) como possibilidades de expressão para alunos do curso de Artes Visuais da UFRB, em Cachoeira-BA, onde começam a dar aulas a partir do primeiro semestre de 2011. Os palestrantes convidam a todos os artistas, estudantes e professores interessados no tema, para uma conversa aberta e crítica. (informado pelos professores).

Dia: 02 de abril (sábado)

Horário: 14h às 17h

Local: Galeria 1

(fonte)

LabDebug no RedeLabs do Fórum de Cultura Digital

Participei das discussões do RedeLabs (no Fórum de Cultura Digital) apresentando a experiência inicial do LabDebug. Foram discussões sobre as políticas públicas de cultura digital, os laboratórios, as práticas de arte e tecnologia e software livre.

Propus alguns pontos de discussão para repensarmos estes labs:
- papel deste tipo de lab e sua responsabilidade com a comunidade.
- SL, dificuldades de uso, implementação técnica, e ideológica.
- como, em oficinas de programação de interatividade, trabalhar tanto a estética quanto a programação para que não se produzam meros exercícios técnicos e sim experimentações artísticas.
- como trabalhar com questões de gênero, fugindo dos estereótipos e incentivando novos formatos.